quarta-feira, 24 de julho de 2013

Protestos...Revolução ? Entenda o movimento sobre um ponto de vista crítico.

Nas palavras de Olavo de Carvalho:

“Nunca imaginei que a inteligência da massa universitária pudesse descer tão baixo. No Occupy Wall Street você não encontrará um único baderneiro que imagine estar participando de um movimento “apolítico”, que ignore tratar-se de iniciativa da esquerda radical. No Brasil, cada um atribui ao movimento como um todo a vontade pessoal que o anima por dentro. Porque o sujeito não se sente comunista, e participa do movimento, ele conclui que o movimento não é comunista. Parece impossível explicar a essas criaturas que um movimento político não é a confluência fortuita de emoções íntimas que, por casualidade, estavam na mesma praça na mesma hora. Nunca a expressão “massa de manobra” foi mais oportuna e exata.”



E esse seria o resumo de tudo o que eu preciso dizer do que eu acredito que tem sido as manifestações.
No meu ponto de vista pessoal e extremamente particular, o que iniciou de forma interessante, com grandes possibilidades de ser um movimento até mesmo bonito de se ver – ora, a população indignada se revoltou contra os absurdos que nos impõem – subitamente se mostra uma movimentação sem motivos e objetivos claramente definidos.
Sob a égide de um movimento irreverente, as pessoas confundiam as coisas e declaravam abertamente que as ruas nada mais eram do que uma grande rave, só que sem música e sem open bar – o grande problema é que esqueceram que em toda rave que se preze, há e sempre haverá seguranças pronto pra cortar os excessos.


‘Mas nós estamos em manifestação, estamos em iniciando uma revolução para mudar o país!’.
Lindo, mas pra mudar algo, as pessoas se esquecem que existe uma situação, que provavelmente, não irá querer essa mudança, e, muita das vezes, é essa situação que detém o ‘contrato dos seguranças da Rave’.
A falta de coesão, e de representatividade – alardeada por um fascismo ignorante (sério) que insiste que qualquer representação política desvirtuaria o movimento – fizeram com que os produtores dessa grande ‘Rave’ olhasse para a cara da turba e em tom de gozação, ou, o que eu prefiro dizer, com jocosa condescendência, olha para os que ali estão, após terem pago a entrada para festa e diz:
‘Ok, terá open bar, mas não daremos a música, e cobraremos um extra pelo benefício.’
Para os que ainda precisam de desenho vamos lá, o primordial da festa continua sendo negado, a música, mas o ‘pão e o circo’, o open bar, é liberado, só que não será de forma livre, pagar-se-á por ela.
‘Negão, você fugiu do assunto.’


Desenhando novamente:
Baixaram-se a passagem, pleito inicial, falaram sobre ouvir ‘a voz das ruas’, a seleção brasileira ganhou mais um título e, com exceção de alguns mais engajados e obstinados, todos estão dançando sem música já que o bar foi liberado, por um precinho até que camarada.
Mas, viva a revolução, e o transtorno está desculpado por terem mudado o país.


Sharkael.
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